Dados recentes divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego revelam que os acidentes de trabalho no Brasil continuam em crescimento: houve aumento de 11,16% de 2023 para 2024, e nos primeiros seis meses de 2025, já se registra uma alta de 8,98% em relação ao mesmo período de 2024.
Impacto entre os mais jovens
Jovens de até 34 anos representam 33,63% das mortes por acidentes típicos, evidenciando que a tragédia atinge trabalhadores em plena atividade produtiva.
Afastamentos expressivos
Em 2025, apenas 25,62% dos trabalhadores acidentados continuaram trabalhando normalmente. Já 62,35% precisaram se afastar por até 15 dias, e 12,03% por mais de 15 dias — um indicador claro dos efeitos na produtividade e no bem-estar.
O que é preciso reforçar nas empresas
- Integrar fiscalização e saúde pública: A sincronização entre Vigilância Sanitária, fiscalização do trabalho e registros previdenciários é necessária para combater a subnotificação.
- Fortalecer CIPA e SESMT: esses instrumentos internos são fundamentais e devem estar operantes de forma ativa e participativa;
- Promover cultura preventiva: Treinamentos regulares, DDS (Diálogos Diários de Segurança), campanhas e eventos como SIPAT ajudam a manter consciência coletiva da segurança;
- Garantir uso correto de EPIs: O fornecimento não basta: é essencial orientar e fiscalizar o uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individual;
- Priorizar setores mais vulneráveis: Setores como construção civil, transporte, agropecuária e saúde demandam atenção especial para mitigação de riscos operacionais.